quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Greenwashing é isso aí: Monsanto e Syngenta recebem o Nobel da Agricultura

"A sociedade compõe-se de duas grandes castas: a dos que têm mais comida do que apetite e a dos que têm mais apetite do que comida." , Nicolas Chamfort

Quando se premia aos que geram fome


Vivemos em um mundo ao contrário, no qual se premia as multinacionais da agricultura transgênica enquanto acabam com a agricultura e a agrodiversidade. O Prêmio Mundial da Alimentação 2013, o que alguns chamam de Nobel da Agricultura, foi concedido este ano para os representantes da indústria transgênica: Robert Fraley, da Monsanto e Mary-Dell Chilton, da Syngenta. O terceiro premiado foi Marc Van Montagu, da Universidade de Gante (Bélgica). Todos eles distinguidos por suas investigações a favor de uma agricultura biotecnológica.


E me pergunto: Como pode ser que se conceda um prêmio que, teoricamente, reconhece "as pessoas que têm feito avançar (...) a qualidade, a quantidade e o acesso aos alimentos” aos que promovem um modelo agrícola que gera fome, pobreza e desigualdade. Os mesmos argumentos, imagino, que levam a conceder o Prêmio Nobel da Paz aos que fomentam a guerra. Como diz o escrito Eduardo Galeano, em  seu livro "Patas arriba” (1998), "se premia ao contrário: se despreza a honestidade, se castiga o trabalho, se recompensa a falta de escrúpulos e se alimenta o canibalismo”.


Querem que acreditemos que as políticas que nos conduziram à presente situação de crise alimentar serão as soluções; porém, isso é mentira. A realidade, teimosa, nos demonstra, apesar dos discursos oficiais, que o atual modelo de agricultura e alimentação é incapaz de dar de comer às pessoas, cuidar de nossas terras e daqueles que trabalham no campo. Hoje, apesar de que, segundo dados do Instituto Grain, a produção de alimentos multiplicou-se por três desde os anos 60, enquanto que a população mundial desde então apenas duplicou, 870 milhões de pessoas no mundo passam fome. Fome, pois, em um planeta da abundância de comida.



A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reconhece que nos últimos cem anos desapareceram 75% das variedades agrícolas. Nossa segurança alimentar não está garantida, se depender de um leque cada vez mais reduzido de espécies animais e vegetais. Definitivamente, são promovidas as variedades que mais se adequam aos padrões da agroindústria (que podem viajar milhares de quilômetros antes de chegar ao nosso prato, que tenham um bom aspecto nas prateleiras do supermercado etc.), deixando de lado outros critérios como a qualidade e a diversidade do que comemos.



Nos dizem que temos que produzir mais alimentos para acabar com a fome no mundo e, em consequência, que é necessária uma agricultura transgênica. Porém, hoje, não falta comida; sobra! Não temos um problema de produção, mas de acesso. E a agricultura transgênica não democratiza o sistema alimentar; ao contrário, privatiza as sementes, promove a dependência camponesa, contamina a agricultura convencional e ecológica e impõe seus interesses particulares ao princípio de precaução que deveria prevalecer.



Marie Monique Robin, autora do livro e do documentário "O mundo segundo a Monsanto” (2008), deixa claro: essas empresas querem "controlar a cadeia alimentar” e "os transgênicos são um meio para conseguir esse objetivo”. Prêmios como os concedidos a Monsanto e a Syngenta são uma farsa ante a qual somente há uma resposta possível: a denúncia. E ressaltar que outra agricultura somente será possível à margem dos interesses dessas multinacionais.

Outras decisões da FAO:


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que a agricultura é fundamental para a humanidade.
Segundo o vice-diretor-geral da FAO, Dan Gustafson, a adaptação do setor agrícola, não é somente uma opção, mas sim, imperativo para a sobrevivência humana.
A FAO explica que 80% da dieta do ser humano é composta por plantas. Aproximadamente 30 tipos de colheitas correspondem a 95% das necessidades de alimentos das pessoas.



Os especialistas dizem que dessas 30 colheitas, cinco, arroz, trigo, milho, painço, que é uma derivado do milho, e o sorgo, tipo de cereal usado para fazer a farinha, fornecem 60% dos alimentos.



A má nutrição custa ao mundo cerca de US$ 500 (aproximadamente R$ 1 mil) por indivíduo ou US$ 3,5 trilhões (R$ 7 trilhões) por ano, valor equivalente ao PIB da Alemanha, a maior economia da Europa, de acordo com cálculo publicado em um novo relatório FAO - O Estado da Alimentação e da Agricultura 2013. O montante também equivale a 5% do PIB mundial e foi calculado com base nos custos relativos à perda de produtividade e gastos com a saúde gerados por uma dieta deficiente.
Os dados constam de relatório publicado ontem (04/06/13) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). No documento, o diretor do órgão, o brasileiro José Graziano, pediu esforços mais consistentes para erradicar a má nutrição.

O estudo assinala que a alimentação precária das mães e das crianças continua a reduzir a qualidade e a expectativa de vida de milhares de pessoas, assim como problemas relacionados à obesidade, como doenças cardíacas e diabetes.

"Atores e instituições devem trabalhar conjuntamente em todos os setores para reduzir mais efetivamente a desnutrição, a deficiência nutricional, o sobrepeso e a obesidade", diz o relatório.

O órgão alerta ainda que, embora cerca de 870 milhões de habitantes do planeta ainda passem fome, segundo dados do biênio 2010-2012, outros bilhões sofrem com a má ingestão de alimentos.


A FAO estima que 2 bilhões de pessoas têm deficiências de um ou mais micronutriente, enquanto outras 1,4 bilhão estão com sobrepeso, das quais 500 milhões já são obesas.

Além disso, 25% de todas as crianças abaixo de cinco anos sofrem com baixa estatura e outras 31% possuem deficiência de vitamina A.
“Comer insetos” para reforçar a segurança alimentar: esta é a orientação da FAO, que lançou nesta segunda-feira (13) um programa para incentivar a criação em larga escala de insetos, alimento rico em nutrientes, de baixo custo, ecológico e “delicioso”.



Dois bilhões de pessoas em culturas tradicionais já os consomem, mas o potencial de consumo é muito maior, considera a Agência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
“Nossa mensagem é: comer insetos, os insetos são abundantes, eles são uma rica fonte de proteínas e minerais”, declarou Eva Ursula Müller, diretora do Departamento de Política Econômica Florestal na apresentação deste relatório em Roma.



Os trilhões de insetos, que se reproduzem sem parar na terra, no ar e na água, “apresentam maiores taxas de crescimento e conversão alimentar alta e um baixo impacto sobre o meio ambiente durante todo o seu ciclo de vida”, defendem os especialistas.
De acordo com seus cálculos, cerca de 900 espécies de insetos são comestíveis. A FAO enumera os benefícios da produção de insetos em larga escala: são necessários 2 kg de ração para produzir 1 kg de insetos, enquanto o gado requer 8 kg de alimento para produzir 1 kg de carne. Além disso, os insetos “são nutritivos, com um elevado teor de proteínas, gorduras e minerais” e “podem ser consumidos inteiros ou em pó e incorporados noutros alimentos”.
A criação de insetos é simples, pois pode ser feita a partir de resíduos orgânicos, tais como restos de alimentos, e também a partir de compostos e estrume. Os insetos são extremamente ecológicos: usam muito menos água e produzem menos gases do efeito estufa do que o gado.
O consumo de insetos, chamado de entomofagia, já é difundido e praticado há muito tempo entre culturas tradicionais em regiões da África, Ásia e América Latina. “Um terço da população mundial come insetos, e isso é porque eles são deliciosos e nutritivos”, ressalta Eva Ursula Müller.
“Insetos são vendidos nos mercados de Kinshasa, nos da Tailândia ou em Chiapas, no México, e eles começam a aparecer nos menus de restaurantes na Europa”, argumentou. Alguns criadores de vários continentes entenderam as vantagens e começam a tirar proveito: eles começaram a usar os insetos como ingredientes alimentares, incluindo na aquicultura e na criação de aves.
De acordo com Müller, os insetos oferecem muito mais do que apenas nutrição. Eles também são usados para dar cor e formam uma das bases da medicina tradicional em muitos países. Para garantir a nutrição dos animais, os insetos são suscetíveis de proporcionar um complemento a outros recursos utilizados como soja e farinha de peixe.
Gabril Tchango, ministro das Florestas do Gabão, elogiou o consumo de insetos que “faz parte da vida cotidiana”. Os “cupins grelhados são considerados uma iguaria em nossas florestas”, declarou, considerando que os insetos, em todas as categorias, contribuem com cerca de 10% da proteína animal consumida no Gabão.
De acordo com a FAO, “até 2030, mais de 9 bilhões de pessoas vão precisar ser alimentadas, assim como os bilhões de animais criados a cada ano” para atender diversas necessidades, num momento em que “a poluição do solo e da água devido a produção intensiva de animais de pastoreio levam a degradação das florestas”.
Outro argumento a favor da criação de insetos é que eles “podem ser colhidos em seu estado natural, cultivados, processados e vendidos pelos mais pobres da sociedade, como as mulheres e agricultores sem-terra. Os insetos podem ser coletados diretamente e facilmente em seu estado natural. Os gastos ou investimentos necessários para a colheita são mínimos”.




A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e a organização internacional ‘Slow Food’ firmaram um acordo em 15 de maio para desenvolver ações conjuntas para melhorar os meios de subsistência de pequenos agricultores que vivem em áreas rurais.
Segundo o memorando de entendimento assinado pelas duas organizações, por um período de três anos, a união de forças promoverá sistemas alimentares e agrícolas mais inclusivos localmente, nacionalmente e internacionalmente.

As iniciativas destacarão o valor dos alimentos e dos cultivos locais esquecidos, além de abordar o acesso ao mercado para os pequenos produtores, melhorando a conservação e uso da biodiversidade, a redução de perdas e desperdícios alimentos e a melhoria do bem-estar animal. Ao assinar o documento, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que a “Slow Food e a FAO compartilham a mesma visão de um mundo sustentável e sem fome, salvaguardando a biodiversidade para as gerações futuras”. Segundo Graziano, o acordo é mais um passo em direção a esse objetivo.


“A fome existe devido a escolhas políticas”

CANAL IBASE: A FAO divulgou em meados de maio um relatório afirmando que insetos podem ser um fonte de alimentação para populações que passam fome. O que o senhor achou desta afirmação, replicada por jornais e outras mídias no mundo inteiro?
FRANCISCO MENEZES: Todos os pesquisadores da área ficaram indignados com este estudo. Acho que temos que ter cuidado ao tornar pública esta indignação, porque é preciso debater qual o principal objetivo deles com isso. Mas, de qualquer forma, foi uma infelicidade. As pessoas têm que ter acesso à alimentação e ponto. Pensar em alimentá-las com restos é completamente descabido. Há populações que já comem insetos, mas é outra história, faz parte da cultura delas. Introduzir esse consumo é levar o olhar para uma perspectiva errada. Alimento  há, o que falta é acesso.

CANAL IBASE: De fato, o alimento só pode ser acessado atualmente por meio da compra ou do plantio. Quando não há dinheiro ou terra, a pessoa está excluída desse sistema, certo?
MENEZES: Exato. As corporações hoje tomam conta da maior parte dos alimentos produzidos no mundo e elas lidam com a comida como uma mercadoria qualquer. Embora o alimento tenha sido reconhecido como um direito básico dos brasileiros em 2010 (quando foi incluído na constituição do país), na prática pouca coisa mudou. Mas é preciso entender o sistema. Se as empresas do setor trabalham com a alimentação como mercadoria, é porque há permissão do estado para isso. O poder público permite que as corporações, nacionais e internacionais, lucrem com um direito tão fundamental à vida de qualquer pessoa. 

CANAL IBASE: Por isso o senhor afirma que a fome é uma questão política

MENEZES: Sim, certamente ela é. Isso não é novidade, mas nunca foi assumido de verdade. Josué de Castro (médico e geógrafo, autor do livro “Geografia da Fome”) já dizia que deixar as pessoas morrerem de fome é uma escolha. Ele estava completamente certo. É um problema ligado à história da humanidade. A segurança alimentar, por exemplo, é um termo herdado dos militares, que foi transformado e usado pelo movimento social. Na guerra, cortar a alimentação é uma das maiores armas que se pode ter. Pode parecer dramático, mas, se você for pensar com cuidado, as corporações também têm nas mãos todos aqueles que não produzem seu próprio alimento. O preço do alimento mexe com a estrutura de uma sociedade.

CANAL IBASE: Há situações de fome extrema no Brasil hoje que podem ser exemplificadas como uma escolha política?
MENEZES: Sim. Os indígenas são exemplo disso. A não demarcação de terras indígenas é um fator que leva à morte. Não olhar para isso é uma escolha do poder público, porque, embora esse fenômeno seja pouco falado, milhares pessoas, especialmente crianças, morrem de inanição na beira de estradas. Isso ocorre por falta de terra, pois etnias foram expulsas de seus territórios. O caso dos Guarani-Kaiowa (que veio à tona ano passado após a divulgação de uma carta anunciando um suicídio coletivo) é um exemplo disso. A Justiça leva seu tempo, mas enquanto isso não se define as pessoas morrem.

CANAL IBASE: Além da inclusão das pessoas no sistema econômico, com geração de renda como possibilidade para comprar o próprio alimento, o senhor acha que a agricultura familiar é uma saída? 

MENEZES: A agricultura familiar é uma das soluções. A segurança alimentar só será atingida com uma série de políticas conjuntas. É preciso reconhecer que o governo atual, desde o início do governo Lula, na verdade, avançou bastante nesse sentido. Hoje, 30% da alimentação escolar tem que ser comprada de pequenos produtores, o que representa um grande mercado que alimenta 48 milhões de crianças por dia. Mas há muito a se fazer. A agricultura familiar continua em risco. 

CANAL IBASE: Por quê?
MENEZES: Atualmente, a agricultura familiar ainda é responsável pela maior parte dos alimentos de consumo das famílias. A estimativa é que ela represente 70% da alimentação das famílias brasileiras. Mas o agronegócio ameaça a agricultura familiar.

Como as pessoas buscam uma forma de alimentação cada vez mais rápida, mais prática, as compras são feitas em grandes mercados, e muitas famílias buscam grandes marcas do setor alimentício. Não se pode dizer que isso é saudável, mas é o que ocorre. As pessoas buscam enlatados, comidas congeladas e em saquinhos. As grandes empresas estão entrando na casa de cada vez mais gente. O que pouco se discute é a queda na qualidade dessa alimentação.

CANAL IBASE: O encontro do Fórum de Segurança Alimentar vai tratar esta questão? 

MENEZES: Essa é uma das principais questões. É preciso ampliar o acesso ao alimento, isso é um ponto-chave. Mas não se pode dizer que qualquer alimento tem o mesmo teor nutricional. Aí mora a questão, a qualidade da alimentação. É preciso não só comer, mas comer bem.

‘Os transgênicos estão destruindo o tecido social’. Entrevista com Percy Schmeiser, agricultor e ativista canadense


Como começou sua luta contra a Monsanto?
Minha esposa e eu éramos produtores de sementes de canola (cultivada para produzir forragem, óleo vegetal para o consumo humano e biodiesel). Pesquisamos este cultivo durante mais de 50 anos. Em 1998, dois anos depois que introduziram os transgênicos no Canadá, a empresa Monsanto entrou com um processo contra nós. Nos processou por violação de patente, porque diziam que a nossa canola era fruto de suas sementes transgênicas. Foi uma surpresa para nós porque nunca compramos sementes geneticamente modificadas nem sabíamos da existência da Monsanto. O que tornou famoso o nosso caso em todo o mundo foi o fato de mostrar que podia acontecer a qualquer agricultor caso seu campo fosse contaminado com as sementes transgênicas. Nesse momento, o juiz decretou que não importava como havia ocorrido a contaminação com as transgênicas: se por polinização cruzada, polinização por abelhas, por sementes que entraram levadas pelo vento ou pelo próprio transporte de outros agricultores. Se isso acontece, então já não se é mais dono de suas sementes nem de suas plantas, pela lei de patentes. Também nesse momento foi decretado que não poderíamos usar as nossas sementes de novo por estarem contaminadas e que os nossos lucros por esse cultivo deviam ir para a Monsanto. Outra questão que o juiz decretou foi que o nível de contaminação não era importante: dá no mesmo se houve 1% ou 90% do campo contaminado, de qualquer forma já não se é mais o dono das suas plantas. A base da nossa luta foi pelos direitos dos agricultores, para que cada um tenha direito a plantar suas sementes ano após ano.
O que fizeram diante do processo movido pela Monsanto?
O que mais nos doeu é que todo o nosso trabalho de 50 anos com a semente de canola agora pertencia completamente à Monsanto pela lei das patentes. Por isso decidimos continuar brigando, e recorremos à Corte de Apelação. Esta Corte federal manteve quase a mesma posição, inclusive a Monsanto tratou de nos prender de outras maneiras.


Demandaram-nos novamente por um milhão de dólares. Trataram de nos destruir financeira e mentalmente. Vigiavam-nos quando estávamos trabalhando no campo, vinham à saída da garagem da nossa casa, a observar o que a minha esposa fazia, ela recebia telefonemas com ameaças e também acontecia o mesmo aos nossos vizinhos. E ainda hoje vivemos com medo. Então decididos ir à Suprema Corte. A Suprema Corte disse que não tínhamos que pagar nada à Monsanto, mas que ela teria que pagar os nossos custos legais. A Monsanto aceitou que nós não havíamos comprado sementes deles, no entanto, tínhamos que pagar a eles a licença pelas sementes. Se nós tivéssemos que pagar à Monsanto tudo o que eles queriam, teríamos que pagar com a nossa casa, a nossa terra e todos os equipamentos. Assim que foi uma vitória para nós ouvir a Corte sentenciar que nós não precisávamos pagar nada àMonsanto. Mas de todas as formas, é muito difícil para um agricultor lutar na Corte contra uma multinacional. Foi a Monsanto que nos processou e, no entanto, tivemos que pagar os custos legais deste processo. Isso não foi justo para nós, porque a Monsanto deveria ter pagado também os nossos custos.
Quanto tiveram que pagar e como enfrentaram esses gastos?
Os gastos foram um pouco mais de 500.000 dólares. O pagamos com grande parte do nosso fundo de aposentadoria, hipotecas sobre nossas terras e também recebemos doações de muitas pessoas de todo o mundo que estão preocupadas com o tema das patentes de sementes e, sobretudo, o que diz respeito à nossa alimentação.
Como a sua lavoura foi contaminada com as sementes transgênicas?
Porque meus vizinhos estavam utilizando sementes da Monsanto e ao soprar o vento as trazia para o meu campo e o contaminavam. Eu nunca utilizei as sementes da Monsanto nem o Roundup (herbicida da Monsanto) na minha lavoura. Por isso apresentei uma contrademanda baseada na contaminação ambiental, destruição de sementes e calúnia. Desde esse momento a Monsanto nos espiou e tratou como criminosos. Detetives daMonsanto se instalaram perto do campo e controlavam cada passo que dávamos. A primeira coisa que dissemos à Corte é que um agricultor tem que ter o direito de utilizar suas sementes ano após ano. Para minha esposa e para mim, o mais importante é que ninguém, nenhum indivíduo nem uma corporação têm o direito de patentear formas superiores de vida, seja uma ave, uma abelha ou uma planta.
O que aconteceu depois deste episódio da demanda da Monsanto?
Nós pensamos nesse momento que estava tudo terminado com a Monsanto. Decidimos mudar de cultivo e fazer pesquisa com mostarda, mas um tempo depois descobrimos que havia plantas de canola no campo em que estávamos pesquisando, que era de 50 acres. Nós comunicamos a Monsanto que acreditávamos que havia canola transgênica em nosso campo de mostarda. Então a Monsanto veio ao nosso campo e fez algumas pesquisas. Depois nos notificaram que havia canola de sementes da Monsanto em nosso campo de mostarda. Perguntaram-nos o que queríamos que fosse feito. Pedimos que toda essa canola fosse retirada manualmente. A Monsanto concordou. Dois dias antes do dia combinado para a retirada das plantas, enviaram-nos uma carta para que a assinássemos. E nessa carta aMonsanto estabelecia que minha esposa e eu estávamos proibidos de falar sobre aMonsanto com qualquer pessoa. Ou seja, que minha liberdade de expressão estava anulada, e se tivesse aceitado não poderia estar aqui falando com você.


O que responderam?
Dissemos a eles que muitas pessoas morreram em nosso país lutando pela liberdade de expressão e que nós não pensávamos em entregá-la a uma corporação. Assim que respondemos à Monsanto que, com a ajuda de nossos vizinhos, iríamos retirar essas plantas. Com a ajuda dos nossos vizinhos removemos todas as plantas contaminadas e lhes pagamos 600 dólares. A verdade é que não foi muito dinheiro por três dias de trabalho. Mas mandamos a conta para a Monsanto e a Monsanto se recusou a pagá-la. Então mandamos a Monsanto àCorte, desta maneira, tivemos uma multinacional milionária na Corte por 600 dólares. Pode-se imaginar a vergonha da Monsanto, uma corporação internacional, ser chamada à corte por 600 dólares. Então, finalmente, tiveram que pagar os 600 dólares mais os custos legais e chegamos a um acordo de que não haveria mordaça legal. O importante não foi o dinheiro que tiveram que pagar, obviamente, mas importa a consequência legal. Porque se agora a lavoura de qualquer agricultora é contaminada, a empresa tem que pagar por essa contaminação. Esta foi uma vitória, não somente para nós, mas para os agricultores de todo o mundo, porque abre um precedente.
Você costuma dizer que no Canadá há vários cultivos, entre eles a canola, que já são completamente transgênicos. Por que os agricultores canadenses optaram por este tipo de sementes patenteadas?
Em 1996 foram introduzidas quatro sementes transgênicas no Canadá: o algodão, o milho, a canola e a soja. E os agricultores se entusiasmaram porque a Monsanto dizia no começo que com as sementes deles iríamos ter uma produção maior, lucros maiores, seriam mais nutrientes, e teríamos que utilizar menos químicos para obtê-lo. Mas aconteceu todo o contrário; estamos utilizando mais químicos que antes, e fazem tanto mal à saúde humana como ao meio ambiente. Também repetiram uma série de lugares comuns como esse que através destas sementes iríamos alimentar um mundo cheio de fome. Mas creio que se há algo que vai nos levar a ter mais fome no mundo, isso são os transgênicos. Nós, no Canadá, tivemos transgênicos durante 16 anos e cremos que o prejuízo já está feito. Agora é preciso fazer o que é possível para não permitir que entrem mais transgênicos em nossos países.
O que aconteceu com as plantações de canola transgênica que se espalharam pelo Canadá?
Imediatamente depois que se começou a utilizar estas sementes os lucros começaram a baixar. Mas o pior foi o aumento massivo no uso dos químicos, porque depois de alguns poucos anos as ervas daninhas se tornaram resistentes, causando enormes problemas às plantações de canola. Para eliminar esta super erva daninha, requer-se dos tóxicos mais fortes que já se teve notícia. A Monsanto produziu um tóxico, o mais tóxico que se conhece na face da Terra. Há outro químico que é o 2,4-D, que usam para matar esta super erva daninha, e este novo tóxico contém 70% do agente laranja, aquele que foi usado na guerra do Vietnã, em decorrência do qual milhares de pessoas morreram de câncer. Estes são os químicos poderosos que estamos usando hoje no Canadá, tóxicos massivos. Outra coisa que trataram de trazer ao Canadá é o gene terminator. O gene terminator é posto em um gene, a semente se converte em uma planta, mas a planta produz uma semente que é estéril, razão pela qual não pode ser usada para um novo plantio, e isso faz com que se tenha que comprar novamente as sementes da companhia.
Que implicações tem o uso de sementes transgênicas?
Temos uma questão econômica, de saúde, devido ao aumento do uso de químicos e ao veneno espalhado sobre os transgênicos, e um prejuízo para o meio ambiente devido ao uso dos químicos. Os transgênicos nunca foram concebidos para aumentar os lucros. O padrão dos genes introduzidos nas sementes pela Monsanto é para manter o controle do fornecimento de sementes e de alimentos em todo o mundo. Também se toma o controle do direito que o agricultor tem de usar suas sementes, perde sua capacidade de escolha e fica refém da compra das sementes todos os anos e a pagar um custo alto, além do fato de que tem que comprar mais químicos.

Como são as sementes que você utiliza hoje, depois de todo este processo?
Mudamos as sementes, não trabalhamos mais com a canola, estamos trabalhando com trigo, aveia e feijão. No Canadá a soja e a canola são totalmente transgênicas, não se pode ter uma fazenda orgânica destes cultivos. A Monsanto é hoje a companhia que administra totalmente o mercado das sementes para estes cultivos. Uma vez introduzidos os transgênicos, não existe a coexistência; o gene transgênico é um gene dominante, porque não se pode controlar o vento nem impedir que o pólen se desloque. Então, uma vez que as sementes transgênicas são introduzidas, não há possibilidade de que um agricultor continue com um desenvolvimento próprio de sementes.
Como vê o futuro da agricultura?
Os transgênicos estão destruindo o tecido social do país, nunca vi isso antes, os agricultores brigam entre si. Antes nos ajudávamos uns aos outros; agora isto está desaparecendo porque há desconfiança. Instalam o medo processando os agricultores. Esta nova tecnologia é ciência perversa e não é ciência comprovada. As corporações querem o controle total sobre as sementes, o que lhes dará o controle total sobre o abastecimento de alimentos. É disto que tratam os transgênicos e não para ter mais alimentos para acabar com a fome no mundo. Se os agricultores perdem o direito de cultivar sua própria semente, convertem-se em serventes da terra, regressando à época do sistema feudal. De certa forma, os agricultores já são serventes da terra, porque têm que comprar as sementes de determinada companhia, têm que comprar a licença do alimento, têm que comprar os químicos da mesma companhia, têm que pagar um direito para cultivar em sua própria terra, assim que penso que já somos serventes em nossa própria terra por uma corporação multinacional como a Monsanto. Caso a propagação de organismos geneticamente modificados continuar, o controle total do fornecimento de sementes e de alimentos do mundo estará nas mãos de corporações como aMonsanto, e isto acarretará problemas para a saúde, questões ambientais e perda de biodiversidade. Com os organismos geneticamente modificados já não haverá agricultura, mas agronegócio.
Pelo resto do mundo:



Agricultores quenianos deitam fora 40% da comida que cultivam para mercado europeu



segunda-feira, 30 de abril de 2012

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Oração da mulher






Querido Deus

Até agora o meu dia foi calmo:
- não fiz fofoca;
- não perdi a paciência;
- não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica
- controlei minha TPM;
- não reclamei;
- não praguejei;
- não gritei;
- não tive ataques de ciúmes;
- Não comi chocolate;
- também não fiz débitos em meu cartão de crédito, nem dei cheques pré-datados,
Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para me levantar da cama a qualquer momento...

Kombucha estimula o sistema imunológico




A presença de diferentes substancia, que estão distribuídas em forma equilibrada dentro do fermento, contribuem verdadeiramente ao restabelecimento da saúde de nosso organismo. As mesmas são o resultado dos processos metabólicos, bioquímicos e químicos originados durante o cultivo do Kombucha, podendo-se destacar entre eles os seguintes: ácido acético, ácido fólico, ácido carbônico, ácido glucurônico, ácido glucônico, ácido L-láctico, ácido usnico. Também se encontram presentes as Vitaminas do Complexo B (B1, B2, B3, B6, B12), Vitamina C entre outras, uma substância anticoagulante denominada Heparina e distintos oligoelementos em concentrações traças.
O produto final contém uma pequena quantidade de álcool (0,5-1%) e de açucar não utilizada. Quanto mais tempo se fermente a bebida, menor conteúdo em açucar e  mais de álcool existirá. Se deixar fermentar bastante tempo, se transformará em vinagre.
Cabe destacar que o ácido acético, resultado da fermentação, suprime o desenvolvimento de qualquer microorganismo alheio ao cultivo do Kombucha, o que explicaria sua sobrevida no tempo.

Alguns dos componentes mais importantes:

Complexo B: tem múltiplos efeitos, entre eles: colaborar na conversão de carboidratos, aliviar e ajudar em desordens nervosas.

Ac. Glicônico (C6H12O7): resultado da rotura da glicose. Preserva os alimentos.

Ac. Glicurônico (C6H10O7): ácido derivado da glicose que participa da desintoxicação hepática, presente no chá,  é também um dos elementos mais importantes produzidos pelo fígado. O organismo o requer para fixar toxinas foráneas ou produzidas como resultado do metabolismo, para deste modo eliminá-las sem que sejam reabsorvidas pelo sistema intestinal ou urinário.

Ac. L-Láctico: é o elemento carente nos tecidos de pacientes com câncer.

Ac. úsnico: desativador de vírus; é um potente agente antibacteriano natural.

Dióxido de Carbono: produto da ação dos fermentos sobre os carboidratos do chá. Junto à baixa percentagem de álcool, atua como antimicrobiano.

Mais alguns benefícios através do consumo do Chá de Kombuchá:

Pressão arterial: Recordemos que a hipertensão se correlaciona com níveis elevados no sangue de colesterol e lipídeos. O Kombucha ajuda a reduzir estes conseguindo baixar os valores da pressão arterial.

Artrite: reduz os transtornos artríticos e alivia dores inflamatórias e de ligamentos.

Transtornos intestinais: alivia ou normaliza transtornos estomacais ou intestinais ao equilibrar a flora intestinal e restaurar os níveis de pH naturais.

Câncer: relatórios recentes sugerem uma ação a nível de imunidade, estimulando a mesma. É interessante observar aqui que se excede um valor do pH de 7,56 nos pacientes com câncer. Os organismos que estão livres de câncer mostram valores de pH menores a 7,5. As provas sorológicas demonstraram que Kombucha modifica o pH a valores menores (ácidos).

Cândida albicans: as células levaduriformes de kombucha ao encontrar-se em estado vegetativo não esporulam e portanto são benéficas: encapsulam e substituem os de C. Albicans restringindo-lhe os nutrientes necessários para a vida, conseguindo restaurar o balanço natural do organismo.

Resfriados: restitui o sistema imune, diminuindo as probabilidades de contrair um resfriado ou minimiza suas ações sobre o corpo.

Colesterol: reduz seus níveis em casos de hipercolesterolemia.

Diabete: muitos diabéticos bebem o chá, mas o fermentam mais tempo a fim de reduzir os níveis de glicose. Usado deste modo, estabiliza os níveis de glicose em sangue de pacientes com Diabetes insulinorresistentes ou do Tipo II.  

Cálculos: ingerida em forma regular, ajuda a reduzir e dissolver os cálculos.

Psoríase: alguns médicos recomendam a ingestão regular de Kombucha para limpar e prevenir a psoríase. Em casos extremos é conveniente a aplicação externa do chá na superfície afetada. Informou-se que o conteúdo de Vit. B ajuda sobre o stress que precede ao desaparecimento da mesma.

Desordens do sono: promove um sono mais estável; muitos usuários informaram que acordavam menos frequentemente e que até os sonhos eram mais vívidos, recordando-se deles com maior facilidade.

Perda de peso: atua suprimindo o apetite, o desejo de alimentos doces ou gordurosos. Melhora a capacidade do organismo para queimar gorduras e a motricidade intestinal.

Quem não deve tomar kombucha?

Em casos de acidoses metabólicas e se o sistema imunológico estiver comprometido consulte seu médico, antes de usar o kombucha.
Não deve ser utilizado por mulheres grávidas, devido a que a Heparina (que se forma no kombucha) clarifica o sangue (por ser anticoagulante), sendo prejudicial durante a gravidez.
Mulheres que amamentam também não devem utilizar o kombucha, porque pode atuar como um potente laxante no delicado e ainda pouco desenvolvido sistema digestivo do bebê, sendo prejudicial.
 As pessoas hemofílicas devem evitar seu consumo devido à presença de Heparina (anticoagulante).
 Não é recomendável as pessoas alérgicas ao chá ou ao açucar.
Algumas pessoas tem incompatibilidade com os produtos fermentados. Provar pequenas quantidades, se não se está seguro.
Pessoas com problemas de rins e fígado não devem tomá-lo, porque pode fomentar uma forte e rápida depuração, excessiva para um sistema renal debilitado, procurando outros meios de eliminação como a pele ou os pulmões e provocando outros sintomas e moléstias adicionadas.

Lembre-se:
Qualquer doença deve ser atendida por médicos qualificados e competentes. A ingestão regular de kombuchá ainda que muito boa para a saúde não é nenhuma medicina mágica e não dispensa o cuidado médico.
Crianças abaixo de 16 anos não devem tomar kombuchá.

Fonte: http://www.oocities.org/br/graosdekefir/kombucha_benef.htm

No preparo de alimentos higiene é fundamental!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Molho de tomate (básico)

Essa receita é realmente muito simples, mas como ficou pra lá de saborosa resolvi dividir com voces mais essa delicia caseira.
Extrato de tomate nunca mais!!!

Ingredientes:
3 kg de tomates

Esses 3 kg  de tomate me renderam os vidros da foto acima.

Preparo:Lave bem os tomates corte ao meio, retire o olhinho com uma faca e corte cada metade ao meio, coloque em uma panela e leve ao fogo baixo tampado, mexendo de vez em quando.
O tomate vai soltar bastante água, é com essa água que ele vai cozinhar.
Quando estiver bem macio como na foto abaixo é só passar pela peneira e levar novamente ao fogo, para que encorpe e se torne uma massa uniforme.

Nessa foto se pode ver como ficou o tomate já peneirado e voltando ao fogo para engrossar.






Quando chegar no ponto que se quer o molho e só envasar em vidros esterelizados e guardar na gladeira.
Quem quiser continuar com a massa de tomate ao fogo por mais tempo vai obter um extrato de tomate de excelente qualidade.

Quando quiser utilizar seu molho é só fazer um tempero a gosto e adicionar o molho caseiro, fica com um sabor inigualável. ;)

Geleia de ameixa com anis estrelado



 Visitando alguns blogs que gosto encontrei essa receita e resolvi fazer para ver como ficaria o paladar, confesso que no inicio achei tão diferente que tive dúvidas, mas minha curiosidade foi bem maior.
Modifiquei as quantidades de açucar para que ficasse mais ao paladar de todos aqui de casa e adicionei a maçã para ter maior quantidade de pectina.
Receita retirada do blog:
http://www.foodinjars.com/2011/09/urban-preserving-italian-plum-jam-with-star-anise/


Na foto abaixo estão unidos
970g de ameixas frescas
3 anis estrelados
1 xicara de açúcar orgânico demerara

Deixei em repouso tampado dentro da geladeira por uma noite inteira, mas não é preciso, apenas 2 horas já é o suficiente para se ter um caldo.


Nessa foto as ameixas depois de uma noite interia na geladeira.

Já no ponto de ir para o fogo eu piquei 1 maçã com casca e tudo e levei a panela junto com a mistura de ameixa, anis e açúcar.

Fogo baixo com a panela tampada, não demora muito para que comece a borbulhar, então é só dar uma mexida de vez em quando. Quando estiver tanto a ameixa quanto a maçã macia é hora de tirar do fogo e peneirar.
Depois de tudo peneirado volte ao fogo mexendo sempre para dar o ponto. Eu gosto da geleia mais molinha.
Não demora muito para a geleia ficar pronta, cerca de 10 minutos sempre mexendo.
Envase  a geleia ainda quente em vidros esterelizados e leve a geladeira.






Aí é só usar a imaginação e saborear mais essa maravilha.

Obs: Com as sobras que ficaram na peneira eu fiz uma vitamina de kefir de leite que também ficou muito boa ;)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Kombuchá

Minha turma está crescendo e eu não tenho a minima coragem de jogar fora, por conta disso tenho uma grande familia de kombuchá, se alguém quiser posso doar.

Ontem foi dia de troca e eles estavam gaseificados e muito saborosos, tive até que ligar a outra geladeira para caber todos os 15 litros da troca de ontem mais os outros 8 litros da troca de semana passada.

Nessa foto um dos vidros com uma grande colônia de kombucha pronta para ser trocada.








Toda a produção ja engarrafada e pronta para ir pra geladeira



Todos de volta em seus vidros se alimentando e crescendo com mais uma remessa de chá preto




Semana que vem tem mais.

domingo, 18 de setembro de 2011

A descoberta do milênio

É com muita alegria que volto após um longo "descanso" pronta pra mais uma etapa da minha vida e espero de todo coração não mais parar de escrever.
Hoje para dar inicio a mais uma etapa do blog vou postar um vídeo que é para mim uma grande revelação que já coloquei em prática aqui em casa e vem dando super certo.
Faz exatos 4 dias que venho utilizando a terapia do Dr. Gerson junto com o kefir que voltei a tomar ( eu e meu menor) e é claro sem deixar de tomar pelo menos uma vez ao dia o chá fermentado de meus maravilhosos monstrinhos (o komuchá).
A terapia do Dr. Max Gerson é sem dúvida alguma  a descoberta do milênio, mas que por ser simples e extremamente barata não interessa as grandes industrias farmaceuticas, que não tem interesse algum em livrar ninguém de doença alguma, muito menos o câncer, isso seria matar a galinha dos ovos de ouro.
Faço o suco apenas uma vez ao dia com cenoura, beterraba, tomate, maçã e suco de laranja feito na hora.
Bato tudo no liquidificador com um pouco de suco de laranja espremo bem e volto todo o bagaço para o liquidificador coloco mais um pouco de suco ou água filtrada ou mineral (melhor) bato novamente e retiro todo sumo no paninho de algodão destinado somente para este fim, repito o processo 3 vezes até o bagaço sair quase sem cor, só então distribuo para a galera aqui de casa. Hoje fiz com a centrifuga e foi muito mais fácil de se obter o sumo.
Não uso uma medida certa de cada legume ou fruta, vou colocando conforme me dá na telha e sempre sai super saboroso.
Tenho que confessar que apenas em quatro dias de uso me sinto outra pessoa, mais disposta para tudo e cheia de energia, mesmo quando chega a noite após um dia de trabalho puxado.
Bem. . . é isso, tirem suas próprias conclusões e bons sucos.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Beleza


A beleza é realmente fundamental?

Essa é uma pergunta que muitas pessoas responderiam que sim (que me perdoem as feias mas beleza é fundamental), já ouvi muitas vezes essa frase e nunca me conformei com ela, sei que uma pessoa bonita tem seus atrativos a primeira vista, mas uma pessoa não se faz só de primeira vista. Tenho notado em nossa sociedade pseudo livre (de preconcitos, de crenças, de egoísmo, de orgulho, de modismo. . . ) que estamos cada vez mais presos a conceitos que originalmente não fazem parte do homem, pois a essencia não se limita a exterior. Com o decorrer das décadas o ser humano se animalizou e permitiu que o fato de estarmos acima na cadeia alimentar nos tornasse orgulhsos e presunçosos, a vaidade cega e limita o poder esperitual de cada um, os valores antes levados com tanto rigor tanto nas casas mais humildes quanto nas ricas se tornaram obsoletos e os conceitos de moral, dignidade, respeito se tornaram caretas. O ser humano se tornou mal com ele próprio, denegrindo sua imagem e destruindo o que de melhor temos em essência, não é pra menos que cada vez mais pessoas criam seus filhos sem rédeas de amor e conduta respeitosa para com o próximo.

Vejo nos animais muito mais respeito e dignidade, são leais e não se portam como virus (os virus consomem todo o ambiente até a extinção do organismo infectado).

Tenho vergonha de ser um ser humano nos dias atuais onde o exterior fala mais alto, onde a beleza externa dita regras (impossiveis de serem seguidas).

Ser um ser como eu sou e como poucos como eu são se tornou algo como ser ET.




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Diga-me



Perguntou certa vez o discipulo ao mestre:

_Quantas vezes, ó  esclarecido filosofo, deve um juiz refletir antes de setenciar?

Respondeu o mestre:

_Uma vez hoje, dez vezes amanhã. Uma vez será suficiente quando o juiz pelo exame da causa, concluir pelo perdão. Dez vezes, porém, deverá o magistrado pensar sempre que se sentir inclinado a lavrar a sentença condenatória.

Confúcio


"Erra por certo, gravemente, aquele que hesita em perdoar; erra entretanto, muito mais ainda, aos olhos de Deus, aquele que condena sem hesitar."

Malba Tahan